Notícias do passeio entre S. Vicente e a Madre de Deus
Uns minutos antes das 10.00h começaram a chegar as pessoas perto do ponto de encontro – o arco de S. Vicente, neste dia em que é celebrado o patrono de Lisboa.
Entrámos brevemente na igreja de S. Vicente de Fora e começámos a apreciar os edifícios do Campo de Santa Clara, tais como o Palácio Barbacena, barroco, bem conservado nos seus tons creme e branco, que hoje é ocupado pela messe dos oficiais de Lisboa. Do lado oposto realça o Palácio dos Condes de Resende, do Séc. XVI, onde, nas primeiras décadas do Séc. XX se instalou a O.G.F.E. , vulgarmente designado por “Casão Militar”. Apreciámos ainda o Palácio Lavradio, setecentista e que foi destinado a Tribunais Militares em 1875, pelo Estado, através de Fontes Pereira de Melo.
Contornámos o Mercado de Santa Clara – 1º mercado coberto de Lisboa (1877), pisámos o
chão onde se realizam às 3ªF e sábados a “Feira da Ladra”, cuja origem se pensa remontar ao mercado existente entre 1185 – 1223 ao Chão da Feira (à entrada do Castelo de S. Jorge) e dirigimo-nos para o Panteão Nacional. Este edifício – o primeiro em estilo
barroco em Portugal (reconstrução de 1682, com o projeto do Arq. João Antunes) fora inicialmente mandado construir por D. Maria , filha de D. Manuel I, em 1568, como igreja de Santa Engrácia. As obras prolongaram-se tanto que só em 1966 veio a ficar completa, embora já tivesse a funcionar como Panteão desde 1916. Aí se encontram os túmulos dos primeiros Presidentes da República e outras personalidades: Aquilino Ribeiro, João de Deus, Almeida Garret, Humberto Delgado, Amália Rodrigues. Apreciámos a deslumbrante vista de Lisboa do terraço do zimbório (de 360º).
Deixámos para trás o Campo de Santa Clara e apressámos o passo em direção ao Museu do Azulejo. No caminho deparou-se-nos o enorme Mosteiro de Santos-o-Novo, assim chamado por para lá se terem levado as relíquias dos santos mártires de Lisboa: Veríssimo, Máxima e Júlia, pelas Comendadeiras de Santiago da Espada. Estas, inicialmente em Santos-o-Velho, mudaram-se para a freguesia de Santa Engrácia, no tempo de D. João II. Em 1609, Filipe II remodelou o Mosteiro dando-lhe a grandiosidade que hoje tem. Hoje em dia lá funciona uma Residência Universitária Prof. José Pinto Peixoto.
Pouco depois chegámos ao Museu do Azulejo e Igreja da Madre de Deus, o ponto alto da nossa visita.
“O esplendor do barroco”, com toda a sua riqueza e luz, ali se pode encontrar.
Tudo o que tínhamos lido em várias fontes – de que selecionamos, além do site oficial já linkado, este site e este - e visto em fotos, como a excelente reportagem
fotográfica de Mário Marzagão, ou mesmo a visita virtual disponível online, ficou aquém da visita real que realizámos e recomendamos.
A nossa reportagem fotográfica completa pode encontrar-se também aqui.



